10 Estratégias de Marketing que Morreram (ou estão morrendo)

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Acredite ou não, muitas estratégias de marketing já estão em vias de morrer. Porém, muitas pessoas (e eu digo muitas mesmo) ainda tentam justificar o injustificável. Não existe nada mais evolutivo do que o próprio marketing. Afinal, o marketing trata de estratégias que superam a concorrência. E você não vê ninguém superando a concorrência fazendo a mesma coisa sempre, vê?

Em muitas reuniões que faço, vários clientes ainda me perguntam:

– E um flyer, você faz?

Essa é a hora que eu penso:

– Não vou convencer esse cara nunca e, mesmo que convença, ele nunca vai gostar dos meus serviços.

Como eu disse no primeiro parágrafo, trata-se de superar a concorrência. No entanto, não se supera a concorrência produzindo mais flyers, anunciando mais, colocando mais anúncios na TV. Resumindo, não se supera a concorrência gastando mais que o concorrente, e sim sendo mais inteligente que o concorrente.

E não confunda uma estratégia de marca retrô, com estratégias antigas. Retrô é uma forma de passar uma imagem da sua marca, mas isso não quer dizer que eles saem entregando panfleto por aí. O retrô está todo no visual, e não na estratégia de comunicação.

Enfim, por esse motivo decidi fazer uma lista com 10 estratégias de marketing que estão com a morte marcada.

  1. Flyeeeeerrrrrrrrr

O flyer morreu faz tempo. Morreu quando nasceu à sustentabilidade, o email e… A INTERNET. Sim meu amigo, ninguém quer receber mais papel na rua, nem aquele do dentista no centro da cidade, e nem aquele do lançamento de imóvel. Se já é difícil ter a caixa lotada de email, por que vamos gostar de lotar nossos bolsos, nossas mãos (ocupadas com o smartphone), e nossos carros?

A solução? A solução é o email (não o spam), as redes sociais, os conteúdos inteligentes.

  1. Mala direta

Não preciso repetir sobre a época de sustentabilidade que vivemos. E também não preciso repetir sobre o espaço que esses papéis ocupam em nossas casas, tomando lugar dos notebooks e escondendo os carregadores de smartphones. Mas a pior parte da mala direta é que a continuidade dela é muito ruim. Você já recebeu uma carta e abriu imediatamente o celular para pegar aquela oportunidade incrível? Provavelmente não, porque além de ser um saco, a criatividade de quem faz malas diretas não é lá essas coisas.

  1. Telefonema

Se é chato guardar papel, imagina ter que sair do Facebook ou do WhatsApp para atender uma ligação? Aliás, já está ficando chato ter que receber milhares de mensagens do WhatsApp todos os dias que somos obrigados a deixar no mudo. O que dirá receber ligações? Se alguém me liga no meio do almoço, no meio do trabalho, ou exatamente quando estou rolando a timeline do Instagram precisa ser uma oferta muuuuuuuiiittoooooooo sensacional. Não adianta me ligar para me oferecer créditos de celular sendo que minha conta é pós paga. Pensando bem, acho até que existe uma correlação entre ter a idéia de fazer ligações e não saber para quem você vai ligar. Na verdade deve ter até um requisito para contratar pessoas que têm essa idéia. Eles até perguntam:

– Você sabe o que é personalização?

– Não.

– Então está contratado.

Até existe momentos que você pode ligar, mas só depois que houve uma interação com a pessoa. Por exemplo, quando você vai ver um carro e pede pro vendedor te ligar. Você pediu, entende?

  1. SMS

Quando eu penso em SMS eu penso em balada que eu não quero ir. Como assim? Ué, a gente só recebe SMS de baladas que não queremos ir. Eu não costumo ir a baladas, mas todas aquelas que eu odiei não param de enviar mensagens. Mal posso esperar o dia que essas pessoas terão acesso ao super hiper ultra software de enviar SPAM pelo WhatsApp. Então, para nossa sorte o SMS está com os dias contados? Claro que não! Vai ter sempre ALGUÉM que vai dizer:

– Já sei. Vamos comprar uma lista de telefones e enviar SMS. Vai bombar a balada.

Isso acontece pelo fator gastador. Tem sempre alguém querendo gastar mais que você no marketing.

  1. Email Spam

Outra ideia genial:

– Comprei uma lista de 100 mil emails. Se a gente vender o nosso produto que custa mil reais para apenas 1% dessa lista já seremos milionários.

Considerando que você entendeu que isso é impossível, existe um outro problema em relação a comprar lista de emails. Te faço uma pergunta:  – Você gosta de receber spam?

Se alguém aqui responder que sim eu me aposento.

Considerando que você é uma pessoa normal e não gosta, por que você acha que outras pessoas vão gostar?

Entenda que email é uma excelente forma de contato, mas somente quando a pessoa autoriza seu envio. Se ela autoriza, é porque ela se interessa sobre seu conteúdo e vai abrir.

Não preciso falar mais nada sobre isso.

  1. Palhaços com perna de pau ou Pessoas vestidas de bichinho

Nunca entendi qual a real intenção de se colocar alguém chamando a atenção dessa maneira. Eu disse “chamando a atenção”? Mas chamar a atenção no marketing é bom, não é? Sim, desde que você seja o melhor vendedor do mundo e convença alguém a comprar um carro ou um imóvel sendo que a pessoa não estava pensando nisso. Acontece que quando uma pessoa quer comprar um carro ou um imóvel ela não decide isso porque tem um cara vestido de Barney na frente da loja ou do prédio.

  1. Whisky gratuito

O mesmo vale para aquele Whisky gratuito. Por que eu iria comprar um imóvel só porque me deram um whisky? Até entendo você ganhar um Whisky DEPOIS que você comprou, como forma de agradecimento. Mas toda semana eu recebo uma MALA DIRETA, dizendo que os 20 primeiros que comparecerem no stand de vendas do imóvel ganham um Whisky. A grande verdade é que não vou comprar aquele apartamento, nem que eles me derem o próprio apartamento. (Mentira. Se eles derem o apartamento eu durmo lá na frente do stand). Mas a questão é que eu não quero comprar o apartamento, não é um Whisky que vai fazer eu decidir entre morar em Santo André ou no interior. Já decidi pelo interior. Por que ninguém do interior me manda um Whisky para eu comprar um terreno?

  1. Outdoors

Não acho que outdoors são ruins. Talvez até não tenham morrido, mas com certeza estão na UTI. Isso porque cada vez mais somos MUITO impactados com anúncios. É tanta informação que nosso cérebro provavelmente não registra muita coisa. E juntando isso ao preço de criar um outdoor e a falta de medição de resultados de um outdoor, eu acredito que o outdoor está morrendo. Ele pode até durar mais um pouquinho. Mas quando as pessoas perceberem que ao dirigir não olhamos pra mais nada além do carro à frente e no Waze, e que um anúncio como esse não é barato e não mede resultados, estaremos indo ao enterro do Outdoor.

  1. Faixas na rua

Bom, faixas na rua são ainda piores que Outdoor, pois além dos problemas acima ainda é de péssimo gosto. Quando vejo faixas na rua penso em peças de teatro da prefeitura. Nada contra as peças de teatro, mas acredito que já existam comunicações melhores do que essa.

  1. Anúncio pelo Anúncio.

Você deve estar se perguntando:

– Mas que diabo é anúncio pelo anúncio?

Eu chamo anúncio pelo anúncio quando uma empresa cria um anúncio e só. Não existe antes e depois. O anúncio pelo anúncio é só um banner, ou um anuncio no Adwords, ou um anúncio no Facebook, somente com o anúncio, sem nada que provoque uma ação, como clicar ou compartilhar ou se inscrever. Ou que provoque uma emoção, como sorrir, chorar, descabelar-se.

Quando se cria um anúncio, em qualquer lugar, você precisa pensar o antes, o durante e o depois. Em minha metodologia, a FatorMultiplicador, eu penso antes de tudo qual o tipo de ação que eu quero fazer;  É um artigo? Um vídeo? Depois penso qual canal vou utilizar pra publicar; No meu site? Em outro site? Nas redes sociais? No Google? E então eu penso no mais importante, como posso multiplicar o efeito e o alcance dessa ação? É anunciando? Utilizando alguém conhecido? Fazendo parceria com outra empresa?

Tudo isso é somente para definir os passos antes da ação. Depois ainda penso em pré e pós venda, em que defino como vou convencer essas pessoas a comprarem de mim e como, depois que compraram, vou convencê-las a comprar mais ou convidar outras pessoas para comprar. Tudo faz parte do ciclo de vendas. E digo mais, a parte da pré e pós venda é tão importante quanto o anúncio em si.

Conclusão

Para você superar os concorrentes lembre-se que você precisa ser mais inteligente do que eles. Aproveite cada centavo do seu orçamento de marketing elaborando uma estratégia completa que pensa desde a ação, passando pelo canal, pelo fator multiplicador, pela pré-venda e pela pós-venda. É preciso reter a maior parte das pessoas que vêem sua ação. E para fazer isso você precisa espremer ao máximo seus resultados.

E você, quais estratégias de marketing está utilizando que tem dado resultado?

Rafael Neaime é fundador da Biziil.com, consultoria de inbound marketing especialista em estratégias para crescimento sustentável de empresas e projetos de financiamento coletivo e criador da metodologia FatorMultiplicador.

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Published:23 de março de 2015

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